
Eu costumava dizer que as mais belas paixões são aquelas vividas com o fervor do corpo e a firmeza da alma. E quem nunca viveu uma paixão? Aquela paixão que avisa que está chegando com uma batidinha de leve no coração. É fácil saber se estamos apaixonados ou se é apenas afair. Quando nos apaixonamos, sentimos um desejo inexplicável e incomparável pela pessoa. O coração dispara quando há a proximidade, a respiração fica ofegante ao tocar dos lábios, os olhos se reviram automaticamente, a vontade de estar com a pessoa é constante e não medimos esforços para isso. Se o telefone toca, corremos para atender na esperança de ser aquela pessoa. Sem falar do sorriso que se esbanja sem limite ao falar na tal pessoa, com clareza que cometemos o ato de falar do mesmo sem cessar. A paixão nos torna amáveis, nos deixa calmos e quentes, ao decorrer que nos faz ter as mais fortes sensações. Em vista disso, nos traz também o risco de nos tornar indóceis ao término desse sentimento tão rápido e forte. Tão gigante é a paixão quanto o amor é, porém com menos tempo de vida útil. Tão fugaz é a paixão quanto nocivo é o amor, tal amor se esconde por detrás da paixão como uma criança se esconde atrás da mãe para se proteger. O amor é servo da paixão e nós somos aliados à mesma. Quando a paixão chega, é uma chance de ser feliz, vale a pena apostar todas as fichas, mesmo sabendo que é só paixão. A paixão, por mais curto que seja seu tempo e por mais longa que seja a caminhada para a realidade pós romance, é válida. Qualquer que seja, por quem seja. O que vale é aproveitar cada instante dessa paixão com a certeza de que vai acabar a qualquer momento. É desconhecedor da ilusão aquele que acredita que as coisas têm fim e não se prende a pequenos detalhes. É feliz quem é capaz de sentir uma paixão com paixão e todos nós somos capazes. Aproveitemos! Brindemos às paixões profundas e ligeiras.

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