
Andei pensando em como tenho vivido minha vida e cheguei a uma conclusão: não é exatamente como eu sempre quis. Francamente, não sou plena e completamente justa comigo mesma. Acho que não sei viver. Na verdade, acho que ainda não aprendi como se faz. Ainda vai levar um tempo para eu entender a que vim, compreender o sentido da vida. Mesmo depois de tanto estudo, tantas pesquisas, tantos livro lidos, tantos textos escritos em uma tentativa de me entender e me explicar, ainda vai levar um tempo (um bom tempo) para que eu consiga completar meu quebra-cabeça. Mas, afinal, qual é o sentido da vida? Por que nos preocupamos tanto com isso? Passamos tanto tempo nos dedicando ao trabalho, que acabamos perdendo alguns sinais que a vida nos dá. Perdemos tanto tempo pensando em como nos aproximar de pessoas desconhecidas (falsos ídolos), que deixamos de lado pessoas que só querem a nossa companhia (pessoas queridas). Nos preocupamos tanto com a vida alheia, que acabamos esquecendo de cuidar de nós mesmos. Idealizamos de tal forma um par perfeito, que acabamos por ficar sozinhos. Mas que vida plena e saudável é essa que buscamos com preguiça e monotonia? Que mundo é esse cujo queremos viver, sem sequer nos dedicarmos a construí-lo? Não sabemos de fato como viver essa breve e sintônica maneira de enfrentar as coisas. Mas vivemos e isso basta. Não precisamos compreender tal coisa tão complicada. Pra que nos encucar em decifrar os códigos da vida, se o mais difícil a gente já faz, que é viver? Legal seria se nós "apenas" vivêssemos, sem reclamações, sem queixas, sem delírios, sem broncas, sem regras, sem mágoas, sem fartura, sem perdas, sem exageros e sem miséria. A vida é mórbita. Não tem cor, não tem brilho, não tem cheiro e nem sabor. Não tem tamanho, nem medida, não tem data de validade e a data de fabricação é aquela do papel do cartório. Quem faz com que a vida tenha graça somos nós. Quem dá a cor, as dimensões e faz ser válida a sua vida é você. É você quem define qual é o sentido da sua vida. É você quem a faz ser como ela é. É você quem dita as regras, quem dá as cartas e quem começa o jogo. É você quem causa suas desilusões, suas aflições e tristezas, bem como é também só você quem agarra as oportunidades de ser feliz e conquista seu espaço nesse imenso mundo. A vida é uma delícia! Vou recomeçar e viver melhor. Você também deveria fazer isso, tudo que é novo é mais gostoso. Eu sei que a vida muitas vezes não é aquela festa que gostaríamos que fosse, mas já que estamos aqui, me concede essa dança?

Qual é o sentido da vida? Não sei!
ResponderExcluirMas o convite da dança inspira! =)
Dançando traçamos os passos e damos sentido a cada momento dançado ;)
Ah.. e valeu por visitar meu blog! =D
Beijo!
se ela dança, eu danço ♪
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