
Me dê a mão.
Apenas me dê a mão.
Quando eu estiver perdida, segure-me a mão.
Em sua mão encontro-me segura.
Sua mão espanta a minha amargura.
É em sua mão que sinto a doçura, a ternura da verdadeira amizade.
E foi assim que pude ver o que sente de verdade.
Se você me ama, não me prove.
Não preciso que me diga, não quero que me mostre.
Não engane, não finja, não me minta, se me ama.
Não afague o amor e não o esconda em paixão.
A paixão não é real, ela é cega e te cega.
Ela sabota e aborta a tempo de nos enlouquecer.
Não quero te ver sofrer!
Bem como não vou me magoar.
Mas gosto tanto de te abraçar!
Adoro ver o seu olhar.
Como me agrada seu jeito de falar!
Seu sorriso me faz flutuar.
Do seu abraço sinto falta.
E é isso tudo que me mata.
Se um dia eu não puder te ver,
que mão vai me socorrer?
Em que mãos vou me segurar,
quando do penhasco eu me jogar?
Quando eu pensar em desistir,
Quem é que vai me fazer seguir?
Por isso, não solte minha mão.
Segure-a o mais forte que puder,
o máximo que der.
Sempre que quiser e quando lhe convier.
Aperte-a com fervor suave e acaricie-a com firmeza.
De mãos dadas, somos mais fortes.
De mãos dadas, somos dois.
Se nossas mãos se atarem agora,
pouco importará o que vier depois.
Minha mão responde pelo coração.
Por isso, não solte minha mão.

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